Um soneto em italiano, perfeito em construção e em teologia!

  • Reproduzimos o original italiano e, em seguida, a tradução ao português:

    Em italiano:

    Vera Madre son Io d’un Dio che è Figlio
    e son figlia di Lui, benché sua Madre;
    ab aeterno nacqu’Egli ed è mio Figlio,
    in tempo Io nacqui e pur gli sono Madre.

    Egli è mio creator ed è mio Figlio,
    son Io sua creatura e gli son Madre;
    fu prodigo divin l’esser mio Figlio
    un Dio eterno, e Me d’aver per Madre.

    L’esser quasi è comun tra Madre e Figlio
    perché l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
    e l’esser dalla Madre ebbe anche il Figlio.

    Or, se l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
    o s’ha da dir che fu macchiato il Figlio,
    o senza macchia s’ha da dir la Madre.
  • Em português:

    Sou verdadeira mãe de um Deus que é Filho,
    E sou sua filha, ainda ao ser sua mãe;
    Ele de eterno existe e é meu Filho,
    E eu nasci no tempo e sou sua mãe.

    Ele é meu Criador e é meu Filho,
    E eu sou sua criatura e sua mãe;
    Foi divinal prodígio ser meu Filho
    Um Deus eterno e ter a mim por mãe.

    O ser da mãe é quase o ser do Filho,
    Visto que o Filho deu o ser à mãe
    E foi a mãe que deu o ser ao Filho;

    Se, pois, do Filho teve o ser a mãe,
    Ou há de se dizer manchado o Filho
    Ou se dirá Imaculada a mãe.


“Clemente de Alexandria
"Só há uma Igreja antiga e é a Igreja Católica.
Das heresias, umas se chamam pelo nome dos homens que as fundaram: Valentino, Marcião, Basílides etc.;
outras, pelo lugar de onde vieram, como os peráticos; outras, do povo, como a heresia dos frígios; outras, de alguma operação, como os encratistas;
outras, de seus próprios ensinamentos, como os docetas, os hematistas" (Stromata 1,7,15)”

Hoje é Domingo, 17 de Novembro de 2019